REABILITAÇÃO DE TARTARUGAS em parceria com o Instituto Gremar  


No final de agosto e início de setembro, duas tartarugas marinhas retornaram ao seu habitat de origem devido uma ação conjunta entre o Instituto Gremar Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos e o Aquário de São Paulo. Com o sucesso do processo de reabilitação, ambas foram consideradas aptas a retornar à natureza. 

 

03As ações são resultado do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

  As duas tartarugas que voltaram ao mar – das espécies Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva) e Chelonia mydas (tartaruga-verde) – foram resgatadas pelo Gremar em maio, chegando à Base do Guarujá com sinais de estresse e quadro de anemia.   O tratamento incluiu cuidados especiais com alimentação e suplementação vitamínica, testes de flutuabilidade e administração de medicações, além de um período no tanque de Enriquecimento Ambiental, que visa estimular comportamentos animais da espécie que garantam sua sobrevivência. Com o sucesso do processo de reabilitação, ambas foram consideradas aptas a retornar à natureza.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Uma terceira tartaruga, também da espécie Chelonia mydas, foi resgatada pelo Gremar após acionamento de funcionários de um condomínio na Praia de São Pedro, no Guarujá.

Ela foi vítima de interação com petrecho de pesca e já com amputação do membro anterior esquerdo em fase de cicatrização, ela apresentava fratura do úmero no membro anterior direito e um edema no globo ocular direito, que após tratamento não retornou às características normais, mantendo opacidade na córnea. Sendo assim, não poderá ser reintegrada ao ecossistema e foi encaminhada para fazer parte do plantel aqui do Aquário de São Paulo onde receberá todos os cuidados necessários em prol de seu bem-estar.

 

“Trata-se de um animal impossibilitado de realizar grandes esforços contracorrente e uma ascensão respiratória eficiente, o que o impede de retornar ao mar. Por outro lado, é um animal compatível com vida em condições controladas de cativeiro e atividades de educação ambiental, como exemplo de interação negativa com petrechos de pesca”, resume Andrea Maranho, veterinária e coordenadora técnica do Gremar.

Fonte: Gremar

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