PROJETO “TAMANDUAÍ – EM BUSCA DO DESCONHECIDO”


Existem atualmente 4 espécies de tamanduás no mundo, sendo que 3 delas ocorrem no Brasil. O tamanduaí também conhecido como tamanduá-anão ou tamanduá-seda, é a menor delas. São animais noturnos; descansam durante o dia para iniciarem suas atividades no início da noite. É um animal arborícola que vive no dossel das árvores. Tem hábito solitário, exceto na época reprodutiva e durante os cuidados com a cria.

O tamanduaí é encontrado nas Américas, desde o sul do México, América Central e na América do Sul, até o sul da Bolívia. No Brasil, a espécie ocorre na Floresta Amazônica e recentemente foi encontrada uma população na Mata Atlântica Nordestina separada da população amazônica pela Caatinga nesta região.

O Aquário de São Paulo e a ONG Projeto Tamanduá fecharam uma parceria para a realização do Programa de Conservação do Tamanduaí no Nordeste Brasileiro em que apoia estudos em uma região recém-descoberta referente à presença da espécie Tamanduaí. Trata-se de um projeto envolvendo a menor espécie de tamanduá, que é um dos animais menos estudados da atualidade, com o objetivo principal de gerar conhecimento sobre sua biologia, ecologia, distribuição e ainda promovê-lo como espécie guarda-chuva para preservação dos ambientes costeiros e manguezais do litoral nordestino.

O Programa de Conservação do Tamanduaí no Nordeste Brasileiro realiza pesquisas de campo com o objetivo de acompanhar o comportamento dos animais e registrar as atividades das espécies.

Na campanha de março e abril, por exemplo, foram avistados dois indivíduos de Cyclopes didactylus em diferentes ambientes no município de Ilha Grande/PI: o primeiro foi encontrado às margens do manguezal e o segundo em área de floresta de cajueiros. A equipe permaneceu a campo para registro das primeiras atividades da espécie, que se realizou no início do crepúsculo, a fim de montar estratégias de monitoramento para futuras campanhas de campo.

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Local da campanha de março – Saquinho, Ilha Grande/PI.

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Primeiro indivíduo de C. didactylus encontrado na região do “Saquinho” durante a campanha de março-abril/2016.

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Segundo indivíduo de C. didactylus encontrado na região do “Saquinho” durante a campanha de março-abril/2016.

 

Em junho e julho o Projeto Tamanduá participou de eventos em comemoração à Semana do Meio Ambiente. Na XVI Festa de Folguedos de São João da Parnaíba, apresentaram um pouco mais sobre as pesquisas realizadas e seus produtos produzidos com material ecológico e sustentável.

Também receberam na base de campo a visita de 48 alunos do curso de Biologia da Universidade Federal do Piauí, base Teresina, onde o biólogo Alexandre Martins ministrou uma palestra sobre os 10 Anos de Projeto Tamanduá e Conservação de Xenarthra. Além disso, foi descrito em Diário Oficial do Estado do Piauí (nº 128) o Termo de Cooperação entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) e o Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil, que tem como objetivo estabelecer um regime de estreita colaboração mútua para pesquisas e preservação das espécies.

Durante as idas à Ilha das Canárias/MA, os biólogos do projeto também se reuniram com artesãos locais e com os pilotos de barcos e de quadriciclos para falar a respeito do Tamanduaí e de outros Xenarthra que eles já viram na ilha e aos redores.

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Área de Proteção Ambiental Marinha do Delta do Parnaíba. Fonte: http://comissaoilhaativa.org.br

Nossa parceria com o Projeto Tamanduá começou em 2009 quando recebemos o primeiro filhote de tamanduá, a Lipe, hoje com 7 anos. Flávia Miranda, veterinária do projeto, deu todo suporte para que nossa equipe pudesse oferecer o melhor cuidado para o animal.

Para saber mais sobre o Projeto Tamanduá, acesse:
http://www.tamandua.org/

Para saber mais sobre nossa parceria com o projeto, acesse:
http://aquariodesp.com.br/tamandua/