Parceria entre ASP e AMPA


Atualmente, o ASP – Aquário de São Paulo, é um dos maiores apoiadores do Projeto Peixe-boi da Amazônia, por meio de recursos financeiros que são investidos diretamente em atividades de pesquisa, educação ambiental e conservação, atuando principalmente no Programa de Reintrodução de Peixes-bois, que visa resgatar filhotes órfãos da natureza, reabilitá-los e devolvê-los ao seu habitat natural.

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Além de doações financeiras que apoiam as iniciativas conservacionistas do projeto, no mês de dezembro promovemos o Dia dos Amigos do Peixe-Boi, data em que toda a renda dos ingressos foi doada para a AMPA – Associação dos Amigos do Peixe-Boi. Outra forma de arrecadação é através da AMPASHOP, um espaço com produtos exclusivos da AMPA localizado em uma das lojinhas de nosso complexo.

 

Saiba mais sobre essa parceria e o processo de reintrodução desses animais:

 

Como surgiu a parceria entre o ASP e a AMPA?

A parceria surgiu em 2009, quando um desses animais, o peixe-boi Tapajós, virou embaixador da Amazônia no Aquário de São Paulo para conscientizar crianças e adultos sobre a necessidade de preservar a Floresta Amazônica, e sobre as problemáticas que esses animais enfrentam, além de aprender mais sobre sua ecologia e biologia. O peixe-boi que vive no Aquário de São Paulo foi batizado de Tapajós porque foi encontrado nas margens do Rio Tapajós no Pará, sem presença da mãe e com medidas de recém-nascido (87 cm e 8 kg).

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A AMPA tem algum envolvimento no manejo do Tapajós?

Sim, a AMPA participou de todo acompanhamento inicial para o traslado do Tapajós para São Paulo e verificou se o recinto e a dieta oferecida ao animal eram adequados para seu bem estar. Além disso, a AMPA recebe do Aquário de São Paulo dados sobre a saúde e o comportamento do Tapajós.

 

Como funciona o Programa de Reintrodução de Peixes-bois?

Desde que a AMPA foi criada, ela já recebeu mais de 130 filhotes de peixes-bois órfãos. A maioria vítima da caça ilegal, que vitimou suas mães. Os filhotes são levados para o Parque Aquático Robin Best, em Manaus-AM, onde a AMPA, em parceria com o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, os reabilita até atingirem a idade juvenil. Depois desta etapa, os animais são transferidos para o semicativeiro.

A etapa de semicativeiro no Protocolo de Reintrodução, favorece a readaptação gradual dos peixes-bois à natureza, permitindo aclimatar os indivíduos às condições naturais do ambiente, como temperatura, turbidez, correnteza da água, variação sazonal do nível dos rios, alimento natural, além de minimizar o comportamento estereotipado de natação nos tanques do INPA onde foram criados. Após dois anos no semicativeiro, os animais recebem cintos com rádios transmissores e são devolvidos à natureza. É por meio destes transmissores que os pesquisadores monitoram e acompanham o deslocamento e adaptação do animal ao seu “novo” habitat. Este monitoramento ocorre por até dois anos, período que a bateria dos transmissores acaba e logo em seguida o cinto se desprende da cauda do animal.

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Qual foi o participação do Aquário de São Paulo na última reintrodução de quatro peixes-bois que aconteceu em fevereiro de 2016?

Além da contribuição financeira, também enviamos Patrícia Moraes, que trabalha na equipe de manejo do Aquário de São Paulo para auxiliar a AMPA nas atividades, desde ajuda com a logística, captura e manejo dos animais durante o processo de reintrodução de quatro peixes-bois da Amazônia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, no estado do Amazonas.

 

Quais as principais preocupações e como funciona o monitoramento depois que os animais são devolvidos ao hábitat natural?

Por meio dos transmissores, os pesquisadores podem observar quais ambientes os animais soltos estão frequentando, se existe comida nestas áreas, se habitam outros animais selvagens, como se dá a interação entre eles, o comportamento, a migração, entre outros fatores importantes para a sobrevivência desses animais no meio ambiente.

 

Esse processo de reintrodução demora quanto tempo para acontecer? Qual a previsão para que mais animais sejam reintroduzidos?

O período de semicativeiro dura entre dois e três anos, antes que os animais estejam aptos para retornar ao seu ambiente natural. Está prevista uma nova etapa de reintrodução para novembro de 2016, onde mais seis animais serão devolvidos à natureza, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-Piagaçu-Purus).

 

O que as pessoas podem fazer para colaborar com o projeto e programas de reintrodução da AMPA – Associação dos Amigos do Peixe-Boi?

Qualquer pessoa ou empresa pode entrar em contato com a AMPA para conhecer tanto o trabalho com o peixe-boi da Amazônia, como também projetos voltados a outros animais: lontra, boto vermelho (ou boto cor-de-rosa), boto tucuxi e ariranha. Para saber mais sobre a AMPA e contribuir com os projetos, acesse:  www.ampa.org.br

Outra maneira de colaborar é visitar o Aquário de São Paulo www.aquariodesaopaulo.com.br, para conhecer o peixe-boi Tapajós e sua história e adquirir produtos na AMPASHOP, stand da AMPA que vende produtos alusivos aos mamíferos aquáticos da Amazônia.

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Veja como foi o Dia dos Amigos do Peixe-boi que aconteceu em dezembro de 2015:
https://goo.gl/kes8yf

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