E se eu encontrar um lobo-marinhos na praia?


Você sabia que três espécies de lobos marinhos podem ser encontradas na costa brasileira? Estes são:

Lobos-marinhos do-sul (Arctocephalus australis);

Lobos-marinhos do antártico (Arctocephalus gazella);

Lobos-marinhos do subantártico (Arctocephalus tropicalis).

 

Quando estes animais chegam à praia, é muito importante que saibamos ter atitudes corretas, como saber discernir se os animais realmente precisam ser retirados do local, ou se pararam ali apenas para descansar. Sendo assim, seguem abaixo algumas dicas sugeridas pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos – Ceclimar:

lobo-marinho na praia

Aqui no Aquário de São Paulo temos duas espécies de lobos-marinhos, a A. australis e a A. tropicalis. Mathias, nosso único exemplar de A. australis, chegou transferido de um CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), após ter sido encontrado em uma praia com uma deficiência visual. O fato dos animais apresentarem deficiências é um dos fatores que impossibilita a reintrodução dos indivíduos na natureza, tornando-os menos eficientes na busca por alimentos, além de serem mais facilmente predados.

Thunder, espécie A. tropicalis, foi transferido de um outro Zoológico (após ser resgatado na praia). Essa espécie encontra um risco a mais ao parar nas praias. Isso porque existe o Tratado Antártico, o qual o Brasil é signatário. Trata-se de um acordo firmado paraevitar que haja disseminação de patógenos para a região subantártica e antártica, visto que a espécie não é nativa e a introdução de um agente patogênico novo e desconhecido pode dizimar uma população inteira desta e outras espécies. Desta maneira, impede-se a soltura desta espécie após ter qualquer contato com humanos, mesmo que esteja com sua saúde em ordem.

ATENÇÃO: é de extrema importância que as pessoas evitem ao máximo a aproximação com estes animais quando estes param nas praias, pois muitas vezes, um animal que estaria apto a uma reintrodução, precisa ser redirecionado a alguma instituição zoológica por falta de conhecimento e divulgação deste problema. Casos que realmente limitam esta espécie à reintrodução são machucados graves, interações com pesca ou resquícios de óleo na pelagem.